quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pelas ultimas vezes que apareci vim dizer coisas ruins, dores, coisas que realmente me deixaram completamente vazia. Queria que desta vez fosse diferente, que eu estivesse vindo aqui por algum bom motivo. Ou ao menos com alguma novidade. São cinco e sete da manhã, e olho para sala todos estão dormindo. Minha mãe jogada no colchão que coloquei no chão, a minha tia deitada no sofa, e a Poly no outro computador. Acho que elas cansaram de ouvir meu choro, minhas lágrimas e meus gritos. Eu cansei também. Elas me acalmaram, disseram que iria passar. E abriram um Lambrusco para celebrarmos o renascimento. Renascimento das cinzas que eu me encontro. Posso dizer sim que hoje as coisas fazem mais sentido, muito mais sentido que antes, e ainda assim continuo despreparada para continuar o assunto. Não quero que ninguém tenha dó de mim, pois estou aprendendo. Quando talvez eu conseguir passar o exato do que sinto volto com alguma outra novidade a não ser esse "personagem" dramatico como muitos dizem. Eu gosto de escrever dessa forma, eu não escrevo pros outros, eu escrevo por que é essa a forma que encontrei pra me liberta do ruim, vazio, incerto. Esta acabando, ou não. Não ando escrevendo coisas com nexo, mas e dai? É isso que esta acontecendo.

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